História

Reconstituição de Santo António de Arenilha. Ilustração de Luís Mansinho Afonso. Retirado da obra "Vila Real de Santo António: reflexos do passado em retratos do presente" de Hugo Cavaco

De Santo António de Arenilha a Vila Real de Santo António

Em 1513 era uma preocupação real fixar pessoas no litoral. No século XVI existia contrabando entre a margem portuguesa e espanhola. No lado espanhol existia um núcleo populoso, Ayamonte, enquanto que Santo António de Arenilha era pouco populoso.

No século XVIII surge Vila Real de Santo António de modo a concentrar-se serviços de Aduana e de Lota de pescado, não havendo desvios dos direitos portugueses para os espanhóis. Em 15 de Janeiro de 1773 por alvará cria-se a Real Companhia das Pescarias do Algarve e no mesmo ano em Dezembro por carta régia ordena-se a construção de uma nova vila regular, na margem direita do rio Guadiana em frente a Ayamonte, para os espanhóis verem o brio português.

A vila foi construída em cinco meses, conforme os preceitos arquitectónicos da época. Deste modo, a administração pombalina busca arrecadar os impostos, facilitando o aumento das receitas aduaneiras.

As populações à volta desta nova vila perderam direitos, a Vila de Cacela perdeu a denominação de Concelho e passa a ser freguesia da nova vila, a Alfândega é transferida de Castro Marim para Vila Real de Santo António e Monte Gordo fica sem Lota.

Fonte Bibliográfica:

CAVACO, Hugo – Vila Real de Santo António: Reflexos do passado em retratos do presente (contributos para o estudo da história vila-realense). Vila Real de Santo António: Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, 1997.

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Comments
One Response to “História”
  1. Anónimo diz:

    Parabéns! Aqui está sem dúvida, na minha opinião, um dos tipos de iniciativa que pode permitir às pessoas de ganhar alguma proximidade com a “sua” história local. A divulgação deste tipo de conhecimento permite-lhes desenvolver uma abordagem bem mais diversificada, consistente, intima e apaixonada com a sua comunidade, contribuindo incisivamente para que o saber e compreensão do seu “pequeno mundo” seja menos limitado.
    È obvio que o amor à terra constitui certamente uma razão só por si válida para a história local, mas nunca ninguém olvide que o conhecimento da história local é indispensável para a construção da história nacional.
    Creio que no caso de Vila Real de Santo António urge a valorização da sua história e do seu património, que em aliança com o turismo cultural traria sem sombra de dúvidas grandes benefícios para a localidade e para a própria região.
    Força com este projecto e continuação de bons artigos.

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