Pelo mar adentro alimentando o fumo das fábricas

O que resta da antiga fábrica Ramirez, retirada do site http://www.monumentos.pt/

Neto Gomes nasceu em Vila Real de Santo António em 1944. Foi jornalista, comunicador, assessor de imprensa, speaker de provas desportivas e ocupou vários cargos em organismos do Estado.  Este considera que os jovens algarvios não conhecem personagens importantes para o algarve, e citando as suas palavras “”É preciso que o Ministério da Educação crie uma disciplina sobre a Cultura Local. Há professores que estão a dar aulas em Vila Real de Santo António e, se calhar, não sabem quem foi o Marquês de Pombal nem a relação que teve com a cidade. O mesmo acontece, talvez, em relação ao Manuel Teixeira Gomes, ao António Aleixo e a várias figuras que foram marcantes para a história do Algarve, intelectuais, artistas, homens vulgares “

A obra “Pelo mar adentro alimentando o fumo das fábricas” de Neto Gomes foi apresentada em 2005, que segundo palavras do autor surge como uma carta de amor à sua terra natal, Vila Real de Santo António.  Para este, a sua obra é ” Uma história simples, sem recursos outros que não sejam os sítios por onde andei, as pessoas com quem falei, que foram meus ídolos, meus exemplos, meus caminhos. ”

Este livro retrata uma década, de 1953 a 1963, em que o motor económico de Vila Real de Santo António era a pesca, a indústria conserveira e a construção naval. Uma década onde houve miséria e grandeza.

Uma obra de grande interesse para todos aqueles que vivem ou viveram em Vila Real de Santo António, principalmente para os jovens que não conheceram esta cidade que vivia da vontade do mar.  Esta obra encontra-se disponivel na Biblioteca Municipal Vicente Campinas.  

Anchovas, Ruralidade e a Casinha do Consumo

O sector das salgas era paralelo à industrialização das conservas de atum, sardinha e cavala. É bom lembrar que altura houve em que os industriais, para responderem a todas as exigências do sector, embora de menor produção, chegaram a fazer conservas de carapau (charro) e ovas de sardinha. As salgas tinham espaço próprios, ou integrados nas próprias fábricas, ou em sectores mais pequenos, como era o caso das anchovas, denominação da conserva em salga, como o biqueirão e a muxama.

Excerto do livro de Neto Gomes

Fontes:

http://www.algarvemais.pt/site/?Revista:Entrevistas:Neto_Gomes

http://www.cm-loule.pt/index.php?option=com_noticias&id=521

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Comments
One Response to “Pelo mar adentro alimentando o fumo das fábricas”
  1. Anónimo diz:

    A pesca e a indústria conserveira reflectiram-se de forma directa nas ideias económicas, sociais, políticas e culturais das gentes de Vila Real de Santo António, transformando-se em algo intrínseco às reminiscências da sua existência.
    Não esquecer que Vila Real de Santo António, a “Bolsa do Atum”, constituiu sobretudo durante os anos 40 e inícios de 50 do século passado um centro fabril abonado, o mais importante a nível nacional no que concerne à produção e exportação de atum. Divulgar a memória disso é sem dúvida contribuir para uma melhor compreensão das suas gentes no presente.

    Parabéns pelo teu projecto!

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